A Fine Frenzy é o codinome de Alison Sudol, uma americana de 23 anos, que manda bem no piano e compõe belíssimas canções. Ela tem influências claras e fortes de jazz, porém sua música aponta para um lado mais indie pop. Vale a pena dar uma ouvida com atenção.
One Cell In The Sea é o álbum da cantora e foi lançado em 17 julho de 2007. Segundo algumas fontes, ela tem sido muito bem sucedida em países como Alemanha, Áustria, Suíca,Polônia e Brasil. Alison tem um grande número de fãs nos EUA devido suas letras de música poéticas e líricas, com temas fortemente emocionais.
Alison tem uma grande paixão pela literatura e seu nome artístico é tirado da comédia "Sonho de uma noite de verão" de William Shakespeare, no ato 5, cena 1 no qual diz: "O olho do poeta, num delírio excelso, passa da terra ao céu, do céu à terra, e como a fantasia dá relevo as coisas até então desconhecidas...".
Dois anos depois, este Bomb In A Birdcage veio provar que a menina cresceu e aprendeu a fazer musica boa. De americano, essa banda só tem o sangue, porque na boa… O som que eles fazem é um britpop tão bom ou melhor do que muitas bandas britânicas têm feito hoje em dia.A Fine Frenzy soa como um Coldplay ou Travis (em alguns parcos momentos, ouso dizer até Radiohead) de saias, dada a sensibilidade e o tino para a melodia da bonitinha Alison. Do desenho da voz até os mais longínquos backing vocals, tudo é feito com muito capricho, e as peças em cada musica se encaixam com precisão como num quebra-cabeça de 5000 peças, que visto de longe parece mesmo um quadro ou uma foto impecável.
Aqui, cada audição é como um passo para trás na admiração dos quebra-cabeças. Ouvindo pela primeira vez, as musicas de Alison e Cia. mostram a inteligência melódica que nos acostumamos a esperar de bandas consagradas, mas não chegam a emocionar. Algumas, no primeiro contato, parecem até ingênuas demais. Mas a cada nova sessão, o disco melhora, e você vai dando, sem perceber, mais passos para longe do quebra-cabeças. E o que fica na cabeça é a imagem completa, perfeita, sem remendos ou falhas.
E é essa a sensação boa de ouvir o Fine Frenzy. Cada repeat é mais satisfatório que o anterior, e de repente você se vê mergulhado no universo de Alison, enternecido com seus falsetes e suas melodias Coldplayanas, todas sustentadas por uma enxurrada de acordes menores que, por muitas vezes, fazem sua espinha arrepiar.
Se você não tem preconceito com vocais femininos, vai fundo. É pop, sim, mas é pop excelente. Aqui eu deixo de aperitivo duas das minhas preferidas do disco: New Heights e Elements. a primeira é uma aula de refrão e arranjo, com piano e baixo espertíssimos e nada previsíveis, da timbragem às ghost notes; e a segunda é um desabafo melancólico e confessional, carregado e denso, de alguém que acabou de se livrar de seu “greatest disaster”. Depois do segundo refrão, a catarse emotiva e a simples beleza da melodia afastam qualquer suspeita de superficialidade que a aparente adolescência da capa venha a sugerir.
Comentário de Felipe Cotta
Site oficial: http://www.afinefrenzy.com/
78.MB
2009 - Bomb in a Birdcage
59.MB
2009 - Live At the House of Blue (Chicago)
91.MB



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