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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A Fine Frenzy


A Fine Frenzy é o codinome de Alison Sudol, uma americana de 23 anos, que manda bem no piano e compõe belíssimas canções. Ela tem influências claras e fortes de jazz, porém sua música aponta para um lado mais indie pop. Vale a pena dar uma ouvida com atenção.

One Cell In The Sea é o álbum da cantora e foi lançado em 17 julho de 2007. Segundo algumas fontes, ela tem sido muito bem sucedida em países como Alemanha, Áustria, Suíca,Polônia e Brasil. Alison tem um grande número de fãs nos EUA devido suas letras de música poéticas e líricas, com temas fortemente emocionais.

Alison tem uma grande paixão pela literatura e seu nome artístico é tirado da comédia "Sonho de uma noite de verão" de William Shakespeare, no ato 5, cena 1 no qual diz: "O olho do poeta, num delírio excelso, passa da terra ao céu, do céu à terra, e como a fantasia dá relevo as coisas até então desconhecidas...".
Dois anos depois, este Bomb In A Birdcage veio provar que a menina cresceu e aprendeu a fazer musica boa. De americano, essa banda só tem o sangue, porque na boa… O som que eles fazem é um britpop tão bom ou melhor do que muitas bandas britânicas têm feito hoje em dia.
A Fine Frenzy soa como um Coldplay ou Travis (em alguns parcos momentos, ouso dizer até Radiohead) de saias, dada a sensibilidade e o tino para a melodia da bonitinha Alison. Do desenho da voz até os mais longínquos backing vocals, tudo é feito com muito capricho, e as peças em cada musica se encaixam com precisão como num quebra-cabeça de 5000 peças, que visto de longe parece mesmo um quadro ou uma foto impecável.
Aqui, cada audição é como um passo para trás na admiração dos quebra-cabeças. Ouvindo pela primeira vez, as musicas de Alison e Cia. mostram a inteligência melódica que nos acostumamos a esperar de bandas consagradas, mas não chegam a emocionar. Algumas, no primeiro contato, parecem até ingênuas demais. Mas a cada nova sessão, o disco melhora, e você vai dando, sem perceber, mais passos para longe do quebra-cabeças. E o que fica na cabeça é a imagem completa, perfeita, sem remendos ou falhas.
E é essa a sensação boa de ouvir o Fine Frenzy. Cada repeat é mais satisfatório que o anterior, e de repente você se vê mergulhado no universo de Alison, enternecido com seus falsetes e suas melodias Coldplayanas, todas sustentadas por uma enxurrada de acordes menores que, por muitas vezes, fazem sua espinha arrepiar.
Se você não tem preconceito com vocais femininos, vai fundo. É pop, sim, mas é pop excelente. Aqui eu deixo de aperitivo duas das minhas preferidas do disco: New Heights e Elements. a primeira é uma aula de refrão e arranjo, com piano e baixo espertíssimos e nada previsíveis, da timbragem às ghost notes; e a segunda é um desabafo melancólico e confessional, carregado e denso, de alguém que acabou de se livrar de seu “greatest disaster”. Depois do segundo refrão, a catarse emotiva e a simples beleza da melodia afastam qualquer suspeita de superficialidade que a aparente adolescência da capa venha a sugerir. 
Comentário de Felipe Cotta
Site oficial: http://www.afinefrenzy.com/


2007 - One Cell In The Sea.rar
78.MB
2009 - Bomb in a Birdcage
59.MB
2009 - Live At the House of Blue (Chicago)
91.MB

3 em 1:  A Fine Frenzy  

http://www.megaupload.com/?d=KEX2J8QV 

229.MB

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